Videohisteroscopia Cirúrgica

Trata-se de procedimento para observação do interior do útero em formato de vídeo, permitindo o médico visualizá-la em alta definição.

Existem duas formas de realizar o procedimento:

1) Videohisteroscopia diagnóstica: realizada no consultório e permite apenas a visualização da cavidade uterina. Nesse procedimento, identifica-se a lesão, e pode-se fazer uma biópsia, mas não trata-se a enfermidade.

A Dra. Ana Luiza Rios considera que uma ultrassonografia (ecografia) transvaginal ou pélvica, realizada no período imediatamente depois de menstruação, é suficiente para identificar alterações dentro da cavidade, não sendo necessária a histeroscopia diagnóstica que, na maioria dos casos, é feita em consultório e sem anestesia, sendo procedimento muito doloroso.

2) Videohisteroscopia cirúrgica: é realizada no hospital, com anestesia. Objetiva identificar e retirar a lesão (pólipos endometriais, miomas intracavitários etc.). A paciente, na maioria das vezes, fica curada da enfermidade em definitivo.

Trata-se da moderna prática médica “see and treat” (ver e tratar). Neste tipo de procedimento, a um só tempo, temos a identificação da enfermidade e o tratamento sem dor para a paciente. No caso de detecção de patologias malignas (câncer, confirmado posteriormente pela biópsia) serão necessários outros tratamentos complementares para a resolução total da condição médica.

Diagnóstico mais precoce, tratamento mais efetivo.