Videohisteroscopia Cirúrgica

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Videohisteroscopia Cirúrgica 2018-07-17T02:00:38+00:00

Videohisteroscopia Cirúrgica

Diagnóstico mais precoce
e tratamento mais efetivo

  • Médica Graduada na UnB
  • Especialista em Ginecologia e Colposcopia
  • Pós Graduação em Prática Ortomolecular na Medicina (PUC)
  • Extensa Formação Acadêmica no Brasil e Exterior
  • Adepta da Medicina Integrativa
  • Mais de 25 Anos Dedicados ao Atendimento da Mulher

Cuidado com a saúde da mulher que vai além do consultório

(61) 3443 – 4444

A videohisteroscopia cirúrgica é um procedimento de diagnóstico e tratamento de enfermidades localizadas dentro da cavidade uterina. O material obtido vai para estudo histopatológico (biópsia).

Existem dois tipos de videohisteroscopia:

  • Videohisteroscopia diagnóstica
  • Vídeohisteroscopia cirúrgica

Videohisteroscopia diagnóstica é realizada no consultório e permite apenas a visualização da cavidade uterina. Nesse procedimento se identifica a lesão mas não se trata.

Videohisteroscopia cirúrgica além de se localizar e identificar a lesão também se realiza o tratamento (pólipo, mioma etc.) . A paciente fica curada da enfermidade na maioria das vezes.

As novas gerações de equipamentos de ultrassom (ecografia) detectam com precisão alterações na cavidade uterina. No momento a Dra. Ana Luiza considera que uma ultrassonografia (ecografia) transvaginal ou pélvica, realizada no período imediatamente depois de menstruação, é suficiente para identificar alterações dentro da cavidade.

Isso simplifica a conduta médica com essas pacientes pois não é mais necessária a histeroscopia apenas diagnóstica que é um procedimento, na maioria dos casos, muito doloroso.

Tendo em mãos o laudo ultrassonográfico adequado se realiza a videohisteroscopia cirúrgica com biópsia. Trata-se da moderna prática médica “see and treat” (ver e tratar) num só tempo diagnóstico e tratamento sem dor para a paciente e com resolução da enfermidade. No caso de detecção de patologias malignas (câncer, confirmado pela biópsia realizada na videohisteroscopia cirúrgica), serão necessários outros tratamentos complementares.

Dúvidas Frequentes

Os procedimentos menores (biópsias, pequenos pólipos, sinéquias mucosas e retirada de DIU) são realizados, em geral, simultaneamente à histeroscopia diagnóstica e não necessitam de anestesia. Já os procedimentos maiores devem ser sempre realizados em ambiente hospitalar. Apesar de os riscos cirúrgicos serem pequenos, precauções básicas devem ser tomadas, pois existe o risco de sobrecarga hídrica e da necessidade de uma laparotomia exploradora quando ocorrer perfuração uterina.

Nos casos de metroplastia e lise de sinéquias, o tratamento pela histeroscopia apresenta melhores resultados funcionais do que quando se realizam as cirurgias tradicionais, inclusive com menor índice de complicações obstétricas.

A miomectomia histeroscópica está bem indicada nos miomas submucosos com menos de 5 cm de diâmetro que apresentem mais da metade de seu volume ocupando a cavidade endometrial e que estejam causando sintomas (sangramento ou infertilidade).

Já a ablação endometrial consiste na retirada ou destruição do endométrio, visando a diminuição do sangramento menstrual de pacientes que apresentem menorragia. Deve ser realizada em pacientes que não desejam mais engravidar (apesar de não ser um método seguro de contracepção), conseguindo evitar que se realize histerectomia em uma grande parte das pacientes.

No preparo da paciente que vai submeter-se à histeroscopia cirúrgica, é fundamental a realização da histeroscopia diagnóstica prévia, pois esta permite avaliar com maior precisão a localização e a extensão da lesão. A avaliação do risco cirúrgico é feita como em qualquer procedimento, considerando-se as peculiaridades da operação a ser realizada, o tipo de anestesia e o meio de distensão a ser utilizado.

As complicações são poucas se for respeitada a técnica indicada e utilizados materiais, medicamentos e monitoração apropriados. A perfuração uterina pode ocorrer durante a dilatação do canal cervical, durante a penetração do histeroscópio ou mesmo no procedimento em si. No caso de dúvidas, interrompe-se o procedimento (pelos riscos de lesão de órgãos abdominais e pela maior absorção do meio de distensão que ocorre), e procede-se à pesquisa de lesões importantes na parede uterina, vasos ou órgãos abdominais. Essa pesquisa pode ser realizada através de laparoscopia ou laparotomia.

A hemorragia ocorre quando se penetra profundamente no miométrio e pode se controlada por cauterização direta dos vasos sangrantes ou através da obstrução da cavidade uterina.

O hematométrio (acúmulo de sangue no útero) pode ocorrer quando, após a cirurgia, formarem-se sinéquias, principalmente nos casos de ablação do endométrio.

As contraindicações para a realização da histeroscopia cirúrgica são basicamente as mesmas do procedimento diagnóstico, e apenas o sangramento ativo não se toma um empecilho a sua realização, pois o meio líquido utilizado “lava” a cavidade uterina, permitindo a visualização adequada das estruturas.

O procedimento histeroscópico estará sempre contraindicado em casos de patologias malignas ou na presença de células atípicas no endométrio. Os casos de miomectomia devem ser reservados a miomas com componente submucoso, além da ausência de outros miomas intramurais, pois nesse caso as possibilidades de solução do problema da paciente tornam-se improváveis.

Vale salientar que as condições clínicas da paciente devem estar controladas como em todo procedimento cirúrgico, mas geralmente esses procedimentos são mais bem tolerados pelas pacientes de alto risco cirúrgico, tanto pelo menor tempo cirúrgico, quanto pelo caráter menos invasivo deste. O extravasamento de líquido deve ser monitorado com precisão em pacientes com doenças clínicas sensíveis à sobrecarga líquida.

Dra. Ana Luiza Rios

Médica formada pela Universidade de Brasília (UNB).
Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. TEGO: 047/94.

  • Membro da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia
  • Membro da Sociedade Brasileira de Genitoscopia
  • Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina
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